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Casos suspeitos crescem e intoxicações por metanol chegam a 127



Entre essa sexta e este sábado (4/10), casos confirmados seguem em 11, mas aqueles ainda em investigação sobem de 102 para 116


Publicado em Outubro 4, 2025 por Redação Pontal

O número de casos de intoxicação por metanol após a ingestão de bebidas alcoólicas subiu para 127 entre suspeitos e já confirmados. O quadro foi atualizado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em visita a Teresina (PI) neste sábado (4/10). Até esta sexta-feira, eram 113 casos em todo o Brasil.

Os 14 novos casos são suspeitas clínicas. Os já confirmados em análises laboratoriais permanecem os mesmos 11 do balanço divulgado por Padilha nessa sexta-feira. Entre os 11 confirmados, há uma morte por intoxicação por metanol: o empresário Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, morador de São Paulo (SP).

A maior parte dos 127 casos é em São Paulo, onde estão os 11 confirmados e outros 93 ainda em investigação. São sete suspeitas em Pernambuco, quatro no Mato Grosso do Sul, dois na Bahia, em Goiás e no Paraná e um no Distrito Federal, em Roraima, em Minas Gerais, no Mato Grosso, no Espírito Santo e no Piauí.

Padilha atribuiu o crescimento de casos à recomendação do Ministério da Saúde aos profissionais para notificar imediatamente as suspeitas. “Por quê? Primeiro, é importante para o cuidado deste paciente. Quando um profissional da saúde da rede pública ou privada faz a notificação, os Centros de Referência de Toxicologia ficam sabendo e já dá o apoio a este profissional na condução correta”, pontuou.

O ministro da Saúde ainda apontou que a notificação de qualquer suspeita clínica ajuda nas investigações em curso. “A notificação faz com que a gente identifique onde a pessoa fez uso desta bebida. Isso inicia o processo das forças de segurança de ir atrás de onde a bebida foi comprada – de um buffet, se foi em uma festa – para a gente encontrar e punir os criminosos”, alegou.

A pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Federal (PF) investiga a procedência do metanol supostamente utilizado para adulterar bebidas alcoólicas desde a última segunda (29/9). A hipótese é de que possa haver uma rede de distribuição nacional de bebidas manipuladas com a substância tóxica.

Paralelamente à PF, o Ministério Público Federal (MPF) conduz desde a última quinta (2/10) um procedimento preparatório para apurar indícios de irregularidades em informações, documentos e dados coletados. Caso entenda como necessário, a procuradoria da República do Distrito Federal irá instaurar um inquérito ou propor uma ação na Justiça.

Padilha ainda anunciou a compra de dois fármacos para administrar as intoxicações por metanol: etanol farmacêutico e fomepizol. Ambos podem ser utilizados em casos suspeitos de intoxicação, ou seja, os profissionais de saúde não precisam aguardar a confirmação laboratorial. Foram comprados 12 mil ampolas de etanol e 2.500 tratamentos de fomepizol.

 



Reprodução   /    Redação