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Em primeiro pronunciamento, novo ministro da Justiça diz que combate ao crime organizado será ‘ação de Estado’



Wellington César Lima e Silva participou de reunião para tratar sobre o tema com presidente Lula e outras autoridades. Entre elas, o ministro do STF Alexandre de Moraes. Planalto confirmou posse do novo ministro nesta tarde.


Publicado em Janeiro 15, 2026 por Redação Pontal

O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, disse nesta quinta-feira (15), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, que o combate ao crime organizado será elevado a uma “ação de Estado”.

 

Segundo ele, na prática, a iniciativa visa envolver outros segmentos no combate, como é o caso do Ministério Público e do Judiciário. Esse foi o primeiro pronunciamento de Lima e Silva depois de ser anunciado como novo ministro.

A expectativa é que ocorra ainda nesta tarde, de forma reservada, a cerimônia de posse. A informação foi confirmada pelo Planalto, que detalhou que o ex-ministro da Justiça estará presente. Wellington substitui Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na semana passada.

 

“Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada de todos esses atores, de elevar a ação do Estado em combate ao crime organizado. De maneira que a relevância que o crime organizado assumiu, neste momento impõe, na percepção do presidente de todos esses atores, a necessidade de uma atuação conjunta de todos os órgãos do Estado”, afirmou.

 

“De maneira que cada um dos órgãos do Estado, no âmbito das suas competências e atribuições, estará empenhado em desenvolver uma ação articulada para combater o crime organizado”, prosseguiu o novo ministro.

 

O novo ministro afirmou que a Receita Federal e a Polícia Federal já adotam iniciativas no combate a determinados segmentos do crime organizado, mas ressaltou que a efetividade dessas ações “ultrapassa os limites da ação apenas do Executivo ou de assuntos de governo.”

Ainda segundo ele, a PF e a Receita não conseguem, sozinhos, viabilizar resultados concretos para produzir efeitos reais no enfrentamento ao crime.

 

“A Polícia Federal, a Receita Federal, elas, por si só, não podem viabilizar sozinhas resultados concretos de medidas que precisam passar pelo Ministério Público, chegar no Judiciário para que tenham a efetividade necessária para combater o crime”, explicou.



Reprodução   /    Redação