Nikolas nega ‘espetáculo’ e diz que caminhada de MG a Brasília é ato de compromisso com a liberdade
Em carta aberta, deputado mineiro adota discurso de bem contra o mal e dedica gesto a Jair Bolsonaro e aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou uma carta aberta na qual nega que haver “vaidade” ou “espetáculo” na decisão de iniciar uma caminhada de Minas Gerais a Brasília nesta segunda-feira (19/1). Em um comunicado direcionado “ao povo brasileiro” e com declarações que têm como pano de fundo um discurso de ‘bem contra o mal’, o parlamentar mineiro dedica o gesto a Jair Bolsonaro e a outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e diz que a decisão de percorrer 240 km até a capital federal foi um “ato de compromisso com a liberdade”.
O percurso anunciado por Nikolas teve como ponto de partida o município de Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. O parlamentar cumpria agenda na cidade quando anunciou, nas redes sociais, o que chamou de “caminhada da liberdade”. Em vídeo publicado às 11h37 desta segunda-feira, ele registrou o início do trajeto, no km 30 da BR-040. A expectativa, segundo o parlamentar, é encerrar a peregrinação no domingo (25/1), já em Brasília.
Na carta aberta divulgada horas após o início da caminhada, o parlamentar fala em “desumanização dos brasileiros presos após o dia 8, submetidos a processos ilegais, parciais e arbitrários, bem como a perseguição sistemática a opositores políticos, entre eles Jair Bolsonaro”.
“Esta caminhada nasce não apenas como um clamor por justiça a casos concretos, mas como um chamado à consciência nacional, para reavivar no brasileiro a esperança, a coragem de fazer o que é certo e a disposição de enfrentar e derrotar o mal que tenta se normalizar entre nós”, justificou Nikolas no texto.
O parlamentar afirmou ainda que a manifestação será pacífica e que não visa gerar desordem. “Se os presos injustamente do dia 8 e o presidente Jair Bolsonaro se sentirem acolhidos, perceberem o carinho do povo brasileiro, souberem que não estão abandonados e houver um despertar da consciência nacional, então cada quilômetro percorrido já terá valido a pena”, disse o deputado.