Diante do avanço acelerado das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a Prefeitura de Ituiutaba decretou nesta segunda-feira, 13 de abril, situação de emergência e anormalidade em saúde pública no município.
A medida, oficializada pelo decreto nº 11.966 assinado pela prefeita Leandra Guedes, busca dar celeridade às ações de combate ao vetor em meio a um aumento de mais de 268% nas notificações das doenças neste ano.
Os dados que embasam a decisão indicam um cenário de pressão sobre o sistema de saúde local. Apenas nos primeiros meses de 2026, Ituiutaba registrou 1.811 casos de dengue e 1.468 atendimentos clínicos relacionados à febre chikungunya. O documento oficial alerta ainda para a agressividade com que a dengue tem se manifestado, acompanhando o estado de alerta epidêmico enfrentado por Minas Gerais e o cenário de óbitos no país.
A decisão extrema ocorre após relatos das equipes de saúde na ponta. Agentes de Combate a Endemias relatam encontrar uma quantidade classificada como “alarmante” de criadouros do mosquito durante as vistorias diárias, espalhados tanto em residências habitadas quanto em terrenos baldios por todo o perímetro urbano da cidade.
Na prática, a decretação de emergência, que tem validade inicial de 60 dias e pode ser prorrogada, flexibiliza as regras administrativas para que o Executivo possa agir com rapidez.
Para coordenar a resposta à crise, o decreto institui o Comitê Municipal Intersetorial de Mobilização, Prevenção e Combate à Dengue, Zika e Chikungunya. O grupo concentrará esforços de diferentes áreas da administração e será formado por três representantes da Saúde (incluindo Vigilância Epidemiológica e UPAMI), além de membros das secretarias de Obras e Planejamento, Defesa Civil, Superintendência de Água e Esgoto (SAE) e Empresa Municipal de Mecanização Agrícola (EMMAG).
A partir de sua nomeação, o Comitê terá um prazo máximo de cinco dias para apresentar um Plano de Ação definitivo. A gestão municipal informou que a estratégia envolverá mutirões de limpeza de grande relevância e campanhas de conscientização popular, destacando que, sem o papel decisivo da população na eliminação de focos de água parada, o controle da epidemia torna-se inviável.
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