Bets já notificam clubes sobre possível fim dos patrocínios caso governo proíba apostas
Casas de apostas alertaram equipes do Brasileirão sobre a possibilidade de rescindir contratos; os acordos seguem em vigor enquanto o governo define a proposta
Casas de apostas começaram a notificar clubes de futebol sobre a possibilidade de encerrar contratos de patrocínio caso o governo federal proíba a operação das bets no Brasil. Os avisos são preventivos: até agora, os contratos não foram rescindidos.
Segundo apuração do UOL, a Superbet notificou São Paulo e Fluminense, enquanto a Esportes da Sorte enviou um alerta a clubes que patrocina, entre eles o Corinthians. O clube paulista confirmou o recebimento da notificação. São Paulo e Fluminense não confirmaram se receberam os comunicados.
A situação do Flamengo é diferente. A Betano ainda não notificou oficialmente o clube, mas conversou com sua diretoria sobre os efeitos de uma eventual mudança na legislação. Uma proibição geral das apostas poderia levar ao encerramento do contrato.
O governo Lula discute uma medida provisória para restringir ou proibir as apostas. O alcance do texto ainda é decisivo para os patrocínios: segundo a Folha de S.Paulo, se a medida atingir apenas os jogos de cassino online, os contratos poderão ser renegociados; se proibir toda a operação das bets, as empresas consideram a ruptura dos acordos inevitável.
A discussão envolve uma receita relevante para o futebol. Levantamento da consultoria Convocados citado pela Folha aponta que os patrocínios de bets aos clubes da Série A somaram cerca de R$ 1,03 bilhão em 2025. Diante da possibilidade de perda desses recursos, algumas equipes já começaram a sondar outros patrocinadores.
Além dos clubes, empresas de apostas comunicaram emissoras com as quais mantêm contratos comerciais, incluindo Globo, Band e RedeTV!. A continuidade dessas parcerias também depende das regras que o governo decidir apresentar.