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Avó que castigou netos em Capinópolis pagou R$ 1.518 para deixar a prisão



Uma idosa de 69 anos, investigada por suspeita de maus-tratos contra os netos de 11 e 12 anos, deixou a prisão após pagar fiança de R$ 1.518, o equivalente a um salário mínimo. O caso ocorreu em Capinópolis, no Triângulo Mineiro.


Publicado em Setembro 5, 2025 por Redação Pontal

Segundo a Polícia Militar, a mulher teria obrigado as crianças a se ajoelharem sobre grãos de feijão como forma de punição. A denúncia foi feita na última semana, quando vizinhos acionaram a polícia após ouvirem gritos vindos da residência da família por cerca de 30 minutos.

 

No local, os militares encontraram a menina de 11 anos abalada e com o rosto inchado de tanto chorar. Ela relatou que havia sido ameaçada pelo avô, que chegou a trancá-la em um dos cômodos da casa. Os policiais também identificaram marcas nos joelhos dos menores e grãos de feijão espalhados pela sala, confirmando o relato das vítimas.

 

A avó admitiu ter aplicado a punição após uma discussão entre os irmãos, na qual o menino teria ofendido a irmã, chamando-a de “corna”. O avô, por sua vez, negou agressões e afirmou que apenas pediu silêncio durante a briga.

 

De acordo com os relatos, os avós cuidam dos netos desde o nascimento. A idosa informou que os dois fazem acompanhamento psicológico e detalhou que o menino tem diagnóstico de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), TOD (Transtorno Opositivo Desafiador), asma alérgica e síndrome do pé torto. A menina, segundo ela, possui histórico de convulsões.

 

A mulher foi presa em flagrante e levada ao presídio feminino de Uberlândia. A Polícia Civil ratificou a prisão pelo crime de maus-tratos, mas concedeu liberdade provisória após o pagamento da fiança. Entre as condições impostas, estão a obrigação de se apresentar mensalmente em juízo, não sair da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial e manter endereço e telefone atualizados.

 

As crianças ficaram sob os cuidados de uma tia materna. O caso será acompanhado pela rede de proteção à criança e ao adolescente.



Reprodução   /    Redação