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Condenado, Leo Lins volta aos palcos e faz piada com câncer de Preta Gil



O comediante também ironizou a própria condenação judicial.


Publicado em Junho 27, 2025 por Redação Pontal

Condenado a mais de oito anos por conteúdo discriminatório, o humorista Leo Lins voltou aos palcos e fez piadas sobre o câncer enfrentado pela cantora Preta Gil.

Ele também ironizou a própria condenação judicial.

Durante o espetáculo “Enterrado Vivo”, apresentado em São Paulo no último dia 19, o comediante mencionou um processo por danos morais movido por Preta Gil em 2019.

“A Preta Gil veio me processar por causa de uma piada de anos atrás. Três meses depois que chegou o processo, ela apareceu com câncer. Bom, parece que Deus tem um favorito.

Acho que ele gostou da piada. E pelo menos ela vai emagrecer”, declarou o humorista.

O processo citado pelo comediante refere-se a um episódio em que ele comparou uma filha de Gilberto Gil a uma “porca” durante participação em programa de televisão, o que motivou a ação judicial da artista.

No palco, o humorista também fez piadas sobre negros, deficientes, obesos, indígenas e soropositivos. Seu repertório inclui ainda temas como pedofilia e nazismo.

A apresentação em São Paulo atraiu cerca de 720 pessoas que lotaram o Teatro Gazeta, segundo reportagem do jornal O Globo.

Por orientação da defesa de Leo Lins, o uso de celulares é proibido durante o espetáculo.

Na entrada do teatro, os aparelhos são lacrados em sacos pretos para impedir gravações não autorizadas.

“Se você cometeu um homicídio sendo réu primário, consegue chegar a pegar sabe quantos anos? Seis anos.

Eu peguei oito. A mensagem da Justiça é: ‘Se você é preconceituoso, não faça piada, mate!’ Vai sair mais cedo da cadeia”, afirmou o comediante durante sua apresentação.

Em sua defesa, o humorista argumenta que suas falas no palco fazem parte de uma encenação. “Quem fala no palco, diz, não é ele, mas o personagem”, destacou o Globo.

Leo Lins também declarou que as restrições judiciais ampliam seu alcance: “Quanto mais tentam me calar, mais ouvido eu sou. Até surdo já me escuta.”



Reprodução   /    Redação