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Enem 2026: professores sugerem 7 possíveis temas de redação



Entre as apostas estão inteligência artificial, mudanças climáticas, neurodivergência e uso de redes sociais por crianças e adolescentes. Especialistas ressaltam a importância de ampliar o repertório e acompanhar temas atuais.


Publicado em Agosto 6, 2026 por Redação Pontal

A menos de três meses para o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, é hora de dar mais atenção à redação e considerar a variedade de temas possíveis para a edição. Este é o conselho de professores ouvidos pelo g1.

Para isso, é importante que o estudante consuma informações de fontes variadas e se mantenha atualizado sobre as principais notícias do país, especialmente aquelas com uma forte ligação social.

“O Enem busca avaliar o pensamento crítico do estudante, ou seja, como a pessoa se posiciona diante de questões atuais e estruturais do país. Ter bagagem sobre os acontecimentos recentes ajuda muito na construção de argumentos sólidos e coerentes”, explica Ademar Celedônio, diretor de ensino e inovação da Arco Educação.

Uma atividade que pode ajudar o aluno a se preparar é treinar a redação com base em temas que não apareceram nas edições mais recentes e, portanto, têm mais chances de aparecer neste ano.

rofessores explicam que a tarefa tem menos o objetivo de prever o tema (que historicamente é definido entre os meses de junho e julho), e mais preparar o aluno para o formato esperado, além de permitir uma oportunidade de verificar seu repertório cultural.

Pensando nisso, o g1 lista abaixo 7 opções de temas que vão ajudar neste exercício e podem (por que não?) aparecer eventualmente no exame.

Acesso às redes sociais por crianças e adolescentes

Para Ademar Celedônio, um tema possível para a redação do Enem 2026 é “Desafios para a proteção de crianças e adolescentes nos ambientes digitais brasileiros”. O assunto ganhou destaque com a aprovação do ECA Digital, em 2025, e a entrada em vigor da nova legislação neste ano.

“O uso crescente das tecnologias expõe crianças e adolescentes a conteúdos inadequados, publicidade direcionada, coleta indevida de dados, cyberbullying e outras formas de violência. O tema envolve a responsabilidade compartilhada entre família, escola, Estado e empresas de tecnologia”, diz o especialista.

Daniel Bravo, professor de redação do Cubo Global School, também aposta no tema como uma das possibilidades para a edição. Ele destaca que as redes sociais, assim como plataformas de jogos, utilizam mecanismos de engajamento que favorecem o uso excessivo, o que pode ocasionar problemas como dependência.

Os especialistas dizem que o tema abre portas para discorrer sobre novas leis e discussões sobre responsabilidade de plataformas, e discutir a urgência e atualidade da educação digital.



Reprodução   /    Redação