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PL admite que não vence sozinho e mira alianças ao centro



Bastidores apontam Zema como possível vice de Flávio Bolsonaro, enquanto Cleitinho endurece discurso e sinaliza distanciamento.


Publicado em Janeiro 13, 2026 por Redação Pontal

O PL começou a deixar claro, ainda que de forma cuidadosa, que o projeto eleitoral de 2026 não será construído apenas com a força da própria legenda. Em entrevista recente à Jovem Pan Uberlândia, o presidente estadual do partido em Minas Gerais, Domingos Sávio, reconheceu que a vitória passa necessariamente por alianças ao centro e por uma engenharia política mais ampla — especialmente em Minas.

 

A leitura interna é pragmática: o PL é hoje o principal partido de oposição ao governo Lula, cresce nacionalmente, mas não vence sozinho uma eleição presidencial marcada por uso pesado da máquina pública e por um cenário institucional adverso.

 

Zema como amarra possível

 

Nos bastidores, uma informação circula com insistência entre lideranças políticas: o governador de Minas, Romeu Zema, seria o nome mais forte para compor como vice em uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro.

 

Ainda não há qualquer confirmação oficial — nem do PL, nem do próprio Zema. Mas a hipótese é tratada como a amarra política mais lógica para Minas, por reunir peso eleitoral, capacidade de articulação e palanque consolidado em um dos estados mais decisivos do país.

 

Domingos Sávio, publicamente, evita cravar cenários. Mas deixou claro que o PL não pode definir Senado ou governo estadual sem antes garantir um palanque robusto para o projeto presidencial. A leitura é simples: sem Minas bem amarrada, não há campanha nacional competitiva.

 

O sinal vindo de Cleitinho

 

Outro movimento observado com atenção nos bastidores é a mudança de postura do senador Cleitinho. Nos últimos dias, o parlamentar passou a divulgar uma sequência de vídeos com críticas diretas ao governo de Minas — algo que não vinha ocorrendo com frequência.

 

O endurecimento do discurso é interpretado por aliados como um sinal de que a amarra política com o grupo de Zema pode não ter avançado como o esperado. Em Minas, silêncio e elogio costumam indicar alinhamento; crítica aberta, quase sempre, sinaliza distância.



Reprodução   /    Redação